domingo, 19 de setembro de 2010

O golpe do documento com foto.

Neste blog, eu já publiquei um post (para lê-lo clique aqui) que alertava sobre a tentativa de 'golpe' que pode ser dado com a estranha exigência de um documento com foto, além do título de eleitor para que o cidadão possa votar nas eleições no próximo dia 3 de outubro. Outras pessoas já se davam conta do perigo na época da publicação do meu artigo.

A cada dia mais gente percebe a obscura trama do TSE. Hoje, no blog do Silvio Meira, há uma estarrecedora declaração do ministro Carlos Velloso que, em 2005, disse: "o novo título de eleitor [com foto] concederá cidadania a mais de 30 milhões de brasileiros que não possuem qualquer documento de identidade".

Ora, se o TSE tem um número desses, é de se perguntar: O que esse Tribunal queria com a exigência desse tal documento com foto, quando sabia que 30 milhões de pessoas não tinham documento de identidade?

Há de se observar qua exigência foi preparada 'com carinho' para a eleição de 2010. Essas eleições eram para ser muito acirradas - a variação entre os candidatos principais (Dilma e Serra) era estimada ficar entre 2% e 3%. O post do Silvio Meira também aborda essa questão.

No rastro dessa estranheza, há de se considerar também os fatos trazidos pelo caso do 'mensalão do DEM' em Brasília. O blog OsAmigosdoPresidenteLula cita uma das gravações feitas por Durval Barbosa (delator do mensalão do DEM), onde se detecta a referência do ex-Governador do DF - José Roberto Arruda - à compra de votos no Supremo Tribunal Federal e no TSE -Tribunal Superior Eleitoral. À época, o então governador Joaquim Roriz já preparava uma ação de neutralização de possível cassação de seu mandato como senador.

Bem, com esta sombra pairando sobre o nosso 'glorioso' TSE e atentando a esta exigência absurda do Tribunal, restam-nos dúvidas sobre a imparcilidade e a justiça que seriam de se esperar dessa instituição.

Espero, do fundo do meu coração, que os partidos progressistas, o povo e os juízes amantes da justiça e da imparcilidade dos magistrados possam lutar para amenizar os efeitos nefastos que a medida do TSE pode causar.

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