Pela primeira vez - ou talvez não - vemos unidos mídia e elementos 'bastiões' da justiça descaradamente organizados para atingir um Presidente da República. As provas disso são inúmeras: entrevistas, declarações e ações. Todas elas com um objetivo comum: atacar a imagem e o governo do Presidente Lula.
Pela primeira vez na história temos um Presidente que se preocupa não apenas com o país, mas, sobretudo, com os menos favorecidos, que se preocupa em refazer a independência do país - quase destruída por governos submissos, incorretos, manipulados e discriminatórios, que, antes de Lula, tanto nos acostumamos a ver e permitir.
A composição dessas ameaçãs, contudo, nunca teve uma configuração tão clara. Jamais peitaram a lei tão aberta e claramente. Jamais andaram tão confortavelmente à luz do dia. Nunca tanta certeza da conivência de tantos ramos da justiça.
Para comprovar estes fatos basta comparar ações e comportamentos da mídia e da justiça:
- Outro dia, o TRE emitiu um voto de um de seus juízes, o qual mereceu a 'atenção jornalística' através de um dos seus 'valorosos soldadinhos', o jornalista Merval Pereira. Isto, claro, compunha o estilo preferido da Globo de fazer política (buscam declrações de alguma autoridade para iluminá-las aos seus moldes, praticamente gritando-a como se fosse sua). O voto do ministro atacava frontalmente a vontade do governo Lula em fazer o seu sucessor. Era como se esse desejo afrontasse a nossa Constituição, ofendesse os nossos bons costumes e aviltasse inadimissivelmente a lei. Esse episódio também expôs uma outra ameaça com que (pelo visto) teremos que conviver: autoridades de estado fazendo uso político de seus cargos e indevidamente acobertados pelos 'partidos de imprensa' espalhados pelo Brasil. Aqui nós temos a existência de três ameças em um único fato. A imprensa usando de seu poder, a tentativa de manipulação e o desvirtuamento político de autoridades de estado.
- O jingle da Globo. O que mais me admira nessa nefasta empresa é o seu pragmatismo em seus métodos de atacar um governo popular. A Globo, amplamente sedimentada em todo país, tem uma estratégia clara e simples: (não ache que é a de divulgar notícias) é a de distorcer fatos, apresentá-los como mentira para que possam carregar suas 'verdades'. Isso se executa recorrentemente nos jornais da emissora. Eles fazem o seguinte: dão uma notícia, que em si não teria o poder de agredir o governo, mas, junto à notícia, fazem uma pequena observação de um fato que não tem consistência suficiente para distorcer a notícia em si, mas é apresentado como se tivesse ( isso tudo acompanhado de caras e bocas dos seus 'importantes' apresentadores). Essa combinação cria uma 'confusão de caráter negativo' para (via de regra) o governo do Lula. O intenção é atuar sub-liminarmente e, com isso, safar-se de possíveis ações judiciais, pois, o fato nebuloso vai dar o devido conforto aos juízes que tenham de decidir em favor dela. É claro, sem algo gritante, é muito mais difícil convencer certos ramos do judiciário. O episódio do jingle pró-Serra, foi a síntese dessa estratégia: 'nós podemos mais', o número 45 ( coincidentemente é o de Serra) as cores usadas no clipe musical (igual as cores do PSDB). Vejam, para tudo há uma justificativa aparentemente perfeita: 'isso foi feito antes da escolha dos candidatos, nós estamos completando 45 anos, usamos as cores da bandeira. Para um menos atento, isto é suficiente para explicar o fato, mas é só olhar sob outro ângulo, que a sujeira está lá.
- O uso do poder econômico. A Globo, dificilmente se livra dessa ferramenta, pelo contrário é a preferida dela. A história da Globo é nauseante e seu presente apenas revela sua genética. A mostra mais recente dessa faceta está na oposição à usina de Belo Monte. Neste episódio a empresa, em harmonia com alguns membros do judiciário, vem atacando - ao seu estilo - o governo de quem se elegeram inimigos. Vejam só: no governo FHC o Brasil viveu, literalmente, uma era de trevas. A imcompetência e o mal uso dos recursos públicos nos levaram a ter que andar às escuras pelas ruas, mostrando, com isso, que a política energética do Estado precisava mudar. O Lula entrou e fez o que tinha que fazer: construiu usinas, diversificou a matriz energética e planejou a execução da hidrelétrica de Belo Monte - uma necessidade inadiável da nação. Pois, bem, a Globo, a despeito dos interesses do país, mas sempre com a intenção de atacar Lula e seu governo, passou a dar desmedida importância a desconsideráveis protestos contra o empreendimento. Em um caso, inflou a quantidade de manifestantes que participaram de um ato com o manipulado diretor holiwoodiano do filma Avatar (James Cameron). No evento havia apenas umas duzentas pessoas e a empresa bradava mais de 700 pessoas no protesto. Ora, para comprovar minha tese, o protesto aconteceu, foi um fato, ele aconteceu, mas não na proporção que a Globo quis dar. A empresa também destacou com os seus holofotes toda a biografia do incauto diretor de cinema, embora soubesse da necessidade e importância do projeto para o Brasil.
Nosso país está a beira de ser entregue a esses grupos, caso a Dilma perca a eleição. Como se pode ver não há absolutamente nada que habilite essas pessoas, ou empresas a cuidar dos interesses nacionais, pois, elas não se sentem nem agem como verdadeiros brasileiros e isso se comprova todos os dias.
Há também o fato do comportamento da mídia, agindo como verdadeiros partidos políticos, entretanto sem as restrições de qualquer um desses. Acobertados pela distorcida figura da 'liberdade de imprensa', esses partidos virtuais agem com a devida conivência de nossa justiça, que não se faz de rogada ao imputar ao Lula multas sempre que é acionada pelos partidos oposicionistas.
Talvez isso aconteça em decorrência da estratégia vencedora da distribuição dos veículos de difusão de informação no país. Um belo exemplo disso é o que acontece aqui, no Rio Grande do Norte: temos quatro repetidoras de TV, ligadas à Globo, Bandeirantes, SBT e Record. Todas ligadas a um partido político de direita, é claro. A que é ligada à Rede Record, por exemplo, funciona como um palanque eterno do senador José Agripino, que, por coincidência, é dono da vertente local da emissora, assim como uma rede de emissoras de rádio pelo estado. Hoje, se você for procurar pelo nome do senador José Agripino como um dos donos desse império, não vai encontrar. Deve estar em nome de algum parente. A TV do senador faz entrevistas quase diárias com o político ou com algum de seus filhos que também são políticos. Todo ato ou evento comum da vida dele se transforma em 'notícia'. Não bastam seus inócuos discursos transmitidos pela TV Senado. A justiça eleitoral, é claro, nada faz.
A grande mídia brasileira, ao eleger Collor e FHC, tiveram a certeza que mandavam no país, mas veio o Lula em dose dupla e eles ficaram confusos, mas raivosos. Nestas eleições, tentarão determinar, de todas as maneiras, o resultado e nós, como brasileiros devemos empregar toda a nossa energia para vencer esta batalha. Seremos nós contra eles. Seremos o povo contra os ricos. Seremos nós contra os que querem vender nossa pátria. Seremos nós contra aqueles que querem sufocar para poder enricar ainda mais. Seremos nós contra aqueles que detestam os humildes. Seremos nós contra aqueles que querem entregar as nossas riquezas e limitar o nosso direito de existir e de sermos representados por pessoas como nós. Votemos contra os preconceituosos, contra os que dizem que o povo cheira mal, votemos contra a volta da desgraça.
Primeiro post do Navalha News.
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